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Ao longo de seus anos de estrada, a banda paranaense radicada em Itanhaém Afrodizia semea o reggae e a música brasileira pelo seu caminho. Durante este período, Tony Sheen (bateria), Priscilla Cantarelli (teclados), Gibi Rasta (voz), Edward Sub (baixo), Diogo Morgado (guitarra) e Felipe Roseno (percussão) difundiram sua arte para além dos limites de nosso território nacional, levando sua música para América Latina, América do Norte e Europa, representando o reggae nacional em importantes eventos.

Para este ano, o principal projeto é o lançamento do álbum 'Reggaelização', que é um projeto de cultura de paz que contará com a participação de 18 artistas de várias partes do mundo, em 16 faixas inéditas do grupo. O Afrodizia também organiza o festival anual 'Regado a Reggae', em Itanhaém, recebendo artistas internacionais do estilo. A banda já tem dois álbums (Peace, de 2004, e Mutación, de 2008). Confira o som de mais um talento da Baixada:



O rock sempre fez parte da cultura musical de Santos, e não é de hoje que amigos se reúnem e criam uma banda, seja ela por hobby ou profissionalmente. O que acontece aos finais de semana nas casas de shows da Cidade evidencia um movimento enfervecente, com vários jovens chegando com seus instrumentos para se apresentar. Ao subir a escada, as bandas de rock esperam sua vez no fundo do salão, enquanto os grupos mais novos se apresentam. Os frequentadores são mais alternativos, indo aos shows para ouvir o que as bandas mais novas têm a apresentar.

Grande parte dessas bandas começam tocando versões de músicas famosas em suas apresentações. Após se estabelecer, abrem os shows de grupos mais conhecidos em casas maiores, como a Capital Disco. O estudante Raul Bonfim Leal, de 19 anos, frequenta as apresentações há cinco anos e diz que as bandas mais novas não atraem tanta atenção. “A maioria das pessoas que vão nesses shows querem ver as bandas principais”, afirma.

Depois de conseguir um nome, as composições próprias começam a substituir esses covers, chamando a atenção do público. Foi assim que a banda Zimbra conseguiu se destacar nos shows de abertura de grupos mais famosos em Santos. O vocalista Rafael Azevedo Silva Costa, de 21 anos, ressalta a principal dificuldade de grande parte destes grupos. “É uma cena musical fortíssima. Há grandes talentos aqui, porém a oportunidade é mínima. Hoje em dia, há uma grande inversão de papéis, não só em Santos, no Brasil inteiro, aonde as bandas têm que promover os seus shows”, explicou.