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Parece existir uma contradição entre a declaração de vocês dizendo que Tom saiu da banda e ele dizendo que não saiu. Quem está certo?
Hoppus: Tudo é verdade. Eu vou te contar a história dos últimos dois anos do Blink-182: Nos últimos dois anos, nós estivemos conversando com várias gravadoras diferentes para tentar conseguir um acordo de gravação porque nós três decidimos que queríamos gravar o novo álbum com um parceira. Travis é sócio de um festival, e há alguns meses ele perguntou para o Tom e para mim se nós tocaríamos, e nós dissemos que não teria problema. No fim de dezembro, nós estávamos finalizando nosso contrato de gravação e na véspera de natal, nós três assinamos o acordo. Nós estivemos conversando sobre onde nós queríamos gravar, quais produtores usaríamos, qual dia queríamos começar. Tudo isso por e-mail. Eu acho que nenhum de nós conversou com o Tom pessoalmente por meses, porém tudo estava correndo positivamente.
Nós reservamos o dia 5 de janeiro para entrar em estúdio. Dia 30 de dezembro nós recebemos um e-mail do empresário do Tom, dizendo que ele não estava interessado em gravar, que ele queria estar focado em seus projetos não-relacionados com a música e que ele estava fora por tempo indeterminado. Foram enviados vários e-mails para esclarecer sobre a gravação do álbum e o show, mas o empresário nos respondeu com um e-mail direto que dizia “Tom.Está.Fora”. Esse foi exatamente o mesmo e-mail que nós recebemos em 2004, quando Tom anunciou o hiato indefinido.
Então, do seu ponto de vista, não houve nenhuma contradição?
Hoppus: Com certeza não. Tudo que ficamos sabendo a respeito dele, e-mails do empresário dele para a nossa produção, foi: “Tom está fora por tempo indeterminado. Para todos os efeitos, já chega para o Tom”.
Qual foi sua primeira reação a esse e-mail?
Hoppus: Para ser sincero, eu não fiquei muito surpreso, já que suas atitudes até então não demonstravam animação ou interesse. Mesmo que estivéssemos conversando sobre gravar e sobre datas, as coisas continuaram sendo adiadas. O Blink deveria ter começado a gravar um novo álbum há dois anos atrás, mas Tom disse que nós “precisávamos de um contrato para gravar”, pois nos foi informado que o Tom não queria gastar seu próprio dinheiro para seguir em frente com o álbum. Até nossos empresários diziam “nós colocamos o dinheiro, para começar”. Nós respeitamos que na opinião do Tom, nós precisávamos de uma gravadora. Então vários e-mails se sucederam , com letras maiúsculas, “NÓS PRECISAMOS DE UMA GRAVADORA”.
